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A mostrar mensagens de abril, 2020

Memória Descritiva

Quanto aos elementos básicos da comunicação visual, a composição é rica em: textura, devido aos ramos da árvore; cor, como referido anteriormente, devido ao roxo da flor do jacarandá; linhas e movimento, expressando muito bem as deslocações do dia 24 de Agosto. Quanto às estratégias de comunicação visual, a composição é rica em: instabilidade, mais ligada à direcção oblíqua, dos ramos quase “entrelaçados”, tendo ligação direta à própria palavra “revolução”; espontaneidade, não do lado de quem planeou a revolução mas sim do lado do povo, que foi surpreendido por esta; atividade, pelas várias direcções que os ramos (ou as pessoas) tomam; aleatoriedade; e agudeza, no que toca ao detalhe e à definição dos contornos. Assim, fazer esta composição elucidou-me e “iluminou-me”, sendo que olho agora para os objetos de uma maneira completamente diferente, e também recordo com “outros olhos” a Revolução Liberal do Porto, e a marca que deixou na cidade.

Composição Visual

Recolha Fotográfica

Decidi fotografar os jacarandás do Campo 24 de Agosto por três razões: é, como se denota logo pelo seu nome, uma zona com grande história em relação à Revolução Liberal do Porto; é uma espécie oriunda do Brasil, opondo-se à vontade do povo, que desejava que a corte regressasse do Brasil; e, por fim mas não menos importante, representa o facto de o dia 24 de Agosto não ter contado com combate armado, e é por essa razão que decidi adicionar o ramo com as flores roxas do jacarandá à recolha fotográfica, perfazendo assim a minha composição visual.

A Revolução Liberal do Porto

O Porto teve um papel essencial no alicerçar do regime liberal e na luta pela liberdade social e política. Em 1818, surge na cidade uma sociedade secreta, o Sinédrio, que envolve figuras notáveis da sociedade da época, como o juiz desembargador Manuel Fernandes Tomás ou Ferreira Borges.  Muitos, como os militares ou o clero, se uniram; não por se identificarem com os ideais, mas sim por descontentamento em relação à situação do país. A corte estava no Brasil, fugindo no seguimento das invasões francesas, e a nação receava a ocupação do território, por parte dos ingleses. Assim, na madrugada de 24 de agosto de 1820, o exército revolta-se no Campo de Santo Ovídio (atual Praça da República). Eclode a Revolução Liberal do Porto.  Tal faz cair o regime absolutista, tal faz com que o rei D. João VI regresse e estes novos ideais formam uma das mais arrojadas Constituições, para a época, na Europa - a Constituição de 1822, que se centra na liberdade. Liberdade essa que, passados...

Proposta de Trabalho #1

O objetivo da primeira proposta de trabalho é realizar uma composição, em A3, resultado de uma recolha fotográfica, de autoria individual, tendo por base a Revolução Liberal no Porto e os locais onde ocorreu a mesma.  Após esta recolha, é necessário olhar criticamente e originalmente (interpretação visual) para as fotografias, para depois identificar os elementos básicos e técnicas da comunicação visual presentes nestas.  Somando a recolha e a elaboração da composição, resta complementá-las com uma memória descritiva sobre a Revolução, mais concretamente sobre os 40 dias marcantes do verão de 1820, ainda mais marcante o dia 24 de agosto. Esta deve justificar as escolhas feitas.  Para além dos indicados, os restantes objetivos deste primeiro projeto são "entender o conceito de composição" e "promover a reflexão e a prática do discurso gráfico, estimulando o sentido estético, com vista à formulação de um objeto de comunicação visual".

O começo

No blog que apresento irei transparecer o que vai no meu cérebro, revelando um "diário" do processo de trabalho das várias tarefas de Design e Comunicação Visual, cadeira do 2º semestre do 1º ano da licenciatura em Ciências da Comunicação: Jornalismo, Assessoria e Multimédia, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.  Um complemento relevante e dinâmico ao jornalismo, área que pretendo seguir, já que a fotografia ou a construção de uma capa de um jornal fazem toda a diferença na leitura de uma notícia e na passagem de uma mensagem. Já a cor ou o tipo de letra dispensam justificação. "Drawing is not what you see but what you must make others see", Edgar Degas