Associamos a expressão Stay Safe , agora muito usada, a uma sensação de, obviamente, segurança e conforto. Dizem-nos que “Vai ficar tudo bem”. Estamos em casa, (aparentemente) protegidos. No entanto, e por mais irónico que soe, vivemos tempos assustadores. Passamos a cuidar da nossa saúde e higiene de uma maneira diferente. Passamos a ter medo de nos aproximarmos dos outros. Para além disso, alguns começaram-se a revoltar; alguns começaram a espalhar teorias da conspiração sobre o vírus; alguns começaram a propor preterir a saúde à privacidade. Inventaram-se aplicações que seguem os nossos passos e nos dizem se devemos ou não ficar 14 dias fechados num quarto. Ao entrar num hospital, medem-nos a temperatura, prontamente, com máquinas de tecnologia de ponta. Como quem nos assalta. Como quem tira algo de nós, sem pedir, numa questão de segundos (tal como disse o escritor Gonçalo M. Tavares, no “Diário da Peste” do dia 1 de maio, publicado no jornal Expresso : “Na Índia, numa obra, mede-s...
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